ETFs de Bitcoin podem repetir ouro com “altas espetaculares” e “quedas dolorosas”, diz analista – BitRss

Bitbuy
Blockonomics


Dokky® Suite - Professional way to Publish, Manage, and Share Documents


Os ETFs de Bitcoin à vista podem estar seguindo uma trajetória parecida com a dos fundos de ouro: momentos de forte valorização, seguidos por quedas dolorosas e longos períodos de estagnação. A avaliação é de Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg, que comparou o comportamento recente do iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, ao histórico do SPDR Gold Trust (GLD), principal ETF de ouro do mercado.

Segundo Balchunas, os dois produtos têm uma semelhança importante: são veículos de investimento ligados a ativos que não geram rendimento próprio. Diferentemente de ações, que podem ter lucro e dividendos, ou títulos de renda fixa, que pagam juros, ouro e Bitcoin dependem principalmente da percepção dos investidores sobre seu valor.

“Ambos são embalagens em torno de reservas de valor que não geram rendimento e não têm fluxo de caixa, deixando o sentimento dos investidores — não lucros, cupons ou apoio governamental, como em ações e títulos — impulsionar o desempenho”, afirmou o analista em publicação no X.

Ledger

Bitcoin ETFs Likely to Mirror Gold’s History of Triumph and Pain.. New from me on how gold ETFs’ 22-year history may offer the closest roadmap yet for Bitcoin ETF investors. Both are wrappers around non-yielding stores of value that generate no cash flow, leaving investor… pic.twitter.com/3C4tZYPLCp

— Eric Balchunas (@EricBalchunas) July 17, 2026

Na visão dele, a oferta limitada tanto do ouro quanto do Bitcoin pode provocar movimentos explosivos de preço quando a demanda aumenta. O problema é que essa demanda também pode desaparecer rapidamente, surgindo em ondas, e não de forma constante.

O comentário ocorre em meio à forte queda do Bitcoin em 2026. A criptomoeda é negociada perto de US$ 63 mil nesta sexta-feira (17), com desvalorização de cerca de 30% no ano e queda próxima de 50% em relação ao recorde histórico registrado em outubro.

IBIT pode estar repetindo trajetória do GLD

O principal exemplo citado por Balchunas é o IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock. O fundo chegou a ultrapassar brevemente a marca de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão em outubro, quando o Bitcoin atingiu sua máxima histórica, mas hoje administra cerca de US$ 60 bilhões.

Para o analista, esse movimento lembra o que ocorreu com o GLD, ETF de ouro da State Street, lançado em 2004. Em 2011, o fundo disparou junto com o preço do ouro e chegou a superar brevemente o SPY, ETF que acompanha o S&P 500, tornando-se o maior ETF do mundo. Depois disso, no entanto, passou anos tentando voltar ao mesmo patamar.

“Sinto que existe um paralelo espiritual entre GLD e IBIT”, disse Balchunas. Segundo ele, depois do pico de 2011, o GLD passou “oito anos no marasmo” até tentar recuperar aquele nível.

A comparação serve como alerta para investidores que veem os ETFs de Bitcoin apenas como uma porta de entrada para uma alta contínua. O histórico do ouro mostra que fundos ligados a reservas de valor podem ter ciclos muito fortes, mas também períodos prolongados de baixa demanda.

Ainda assim, Balchunas apontou um fator positivo: a cada ciclo, os ETFs de ouro conseguiram elevar seu patamar máximo de ativos. Isso sugere que, mesmo após quedas e períodos de estagnação, a adoção pode avançar em ondas ao longo do tempo.

No caso do Bitcoin, a dúvida é se os ETFs à vista seguirão caminho parecido. O lançamento desses produtos nos Estados Unidos foi um dos principais motores da alta recente da criptomoeda, ao abrir espaço para a entrada de investidores institucionais e de varejo por meio de plataformas tradicionais. Com a queda do preço, porém, parte desse entusiasmo diminuiu.

A própria BlackRock sentiu o impacto. A gestora informou nesta semana que seus ativos digitais sob gestão caíram cerca de 40% em um ano, para aproximadamente US$ 49 bilhões, ante quase US$ 80 bilhões anteriormente. A queda reflete principalmente a desvalorização de Bitcoin e Ethereum.

Os fluxos dos ETFs também foram afetados pela piora de preço e de sentimento no mercado cripto. A tendência, porém, mostrou algum alívio na semana passada, quando ETFs à vista de Bitcoin e Ethereum nos Estados Unidos registraram entradas líquidas semanais pela primeira vez desde o início de maio.

Quer investir na maior criptomoeda do mundo? No MB, você começa em poucos cliques e de forma totalmente segura e transparente. Não adie uma carteira promissora e faça mais pelo seu dinheiro. Abra sua conta e invista em bitcoin agora!

O post ETFs de Bitcoin podem repetir ouro com “altas espetaculares” e “quedas dolorosas”, diz analista apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.





Source link

Ledger

Be the first to comment

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*